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09 de Novembro de 2016 às 08h03min
Preço da cesta básica cai 1,12% em Dourados
A pesquisa dos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) foi realizada na última semana de outubro
Douradosagora

Os produtos que compõem a Cesta Básica  são: açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomateOs produtos que compõem a Cesta Básica são: açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomate

O valor da Cesta Básica do mês de Outubro/2016 comparado com o mês de Setembro/2016 apresentou uma queda de 1,12% em Dourados, é o que constata a pesquisa realizada pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) realizada na última semana de outubro.

Os produtos que compõem a Cesta Básica conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de acordo com a Lei Nº 399 que estabelece o salário mínimo são: açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomate.

Os preços da cesta básica de Setembro/2016 com estes produtos ficaram em R$ 407,22 o que significa 46,27% do salário mínimo que foi de R$ 880,00. E no mês de Outubro/2016, o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia um pouco menor que isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica que foi de R$ 402,66, o que equivale a 45,76% do salário mínimo vigente.

A partir dos dados do Dieese, a variação média nacional foi de uma elevação dos preços em 13 capitais e uma redução em outras 14 capitais estaduais. Assim como a maioria das capitais estaduais que registrou uma pequena queda, o nosso município também seguiu esse mesmo comportamento, ou seja, uma pequena diminuição dos preços da Cesta se compararmos com o mês anterior. Neste aspecto, houve uma repetição do comportamento dos preços da Cesta Básica de Setembro, o que é um sinal positivo na questão da estabilidade de preços praticados no país.

Dentre as capitais estaduais do país, o maior custo da cesta básica foi registrado em Porto Alegre com R$ 478,07 pelo segundo mês seguido; a capital catarinense, Florianópolis, foi a segunda capital mais cara com R$ 475,32. E a terceira capital onde a cesta esteve mais elevada foi em São Paulo que foi de 469,55. Os menores preços médios foram verificados em Salvador com R$ 375,60; em Recife R$ 373,66 e com o menor preço da Cesta Básica do país no mês de Outubro foi registrada na capital do Estado de Rio Grande do Norte, Natal, com R$ 367,54; sendo esta cidade o quarto mês consecutivo com o menor preço da Cesta Básica do país. Observamos que os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país.

Comparado com a capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, onde o preço da sua Cesta foi de R$ 436,51, portanto, maior que a de Dourados. Mas a Cesta Básica douradense superou aos preços praticados em 11 capitais estaduais do país. Estas capitais, cujo preço da cesta foi menor que Dourados foram: Porto Velho, Teresina, Goiânia, São Luís, João Pessoa, Rio Branco, Macapá, Aracajú, Salvador, Recife e Natal.

A partir da Constituição Federal de 1988 o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, com isso, no mês de Setembro/2016, um trabalhador douradense para pagar a cesta básica tinha de trabalhar 101 horas e 48 minutos. No mês seguinte, Outubro/2016 este trabalhador precisou de um tempo um pouco menor para comprar alimentos que foi de 100 horas e 40 minutos, isto representou um aumento do poder de compra do salário se comparado com o mês de Setembro/2016. Esse ganho ocorreu devido à queda dos preços da Cesta Básica no mês de Outubro.

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, em Dourados, 6 apresentaram uma elevação de preços no mês de outubro. O produto que teve a maior elevação no mês foi a carne com 22,81% pelo terceiro mês consecutivo. Os outros produtos que aumentaram de preços foram: a banana 4,74%; tomate 4,56%; batata 4,05%. Óleo de soja também teve aumento de 3,43% e açúcar com 2,74% de elevação do seu preço. E os produtos que compõem a Cesta Básica mas diminuíram de preços no mês de Outubro foram o pão-francês com 8,51%; o café com 8,18%; o feijão que pelo segundo mês seguido diminuiu de preço com 8,10% menor; manteiga 4,13%; o leite com 3,37%; arroz com 2,70% de queda e farinha de trigo com 2,68% de diminuição de preço.

No mês de outubro, os preços da Cesta Básica na maioria das capitais brasileiras apresentaram uma queda e, naqueles que houve aumento, este foi de pequena elevação. Um aspecto que merece ser destacado é a queda gradual dos preços da Cesta Básica que vem ocorrendo no país pelo terceiro mês seguido, um indicador muito importante para a economia que demonstra assim um equilíbrio, fator fundamental para o potencial investidor.
E continuamos com a nossa sugestão aos consumidores douradenses de que vale a pena a pesquisa nos diversos supermercados.

Apresentamos a diferença de preços entre o supermercado que praticou o preço mais elevado que chegou a R$ 439,12 e o menor com 347,52 Reais com os mesmos produtos; isto representa uma diferença de R$ 91,64, ou seja, 26,36% menor, um ganho que consideramos compensa o sacrifício de percorrer vários estabelecimentos. Outra sugestão que fazemos é a de verificar também os levantamentos realizados pelo PROCON do nosso município, porque o método adotado por esta instituição é a de comparar os preços praticados por cada estabelecimento e dar a publicidade esta pesquisa.

Conforme o DIEESE, e levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Dessa maneira, em Outubro de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.016,27, isso significa 4,56 vezes mais do que o mínimo vigente que é de R$ 880,00. Constatamos que em Setembro o salário mínimo necessário estava em 4.013,08 que também representa 4,56 vezes de salário praticado atualmente.

SERVIÇOS

Mais informações: Curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia com o Professor Enrique Duarte Romero. Telefone: 99995-7342


 
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