Untitled Document
 
 
E-mail: adautodias@msn.com
 
 
 
01 de Março de 2018 às 09h03min
Piracema termina hoje em todos os rios de Mato Grosso do Sul
Local onde mais ocorreu apreensão de pescado é Corumbá e o município com menor índice é Batayporã
Silvio Andrade

Estrutura de barcos-hotéis nos pólos turísticos de MS atrai a pesca em família. Foto: Divulgação

A abertura da temporada de pesca esportiva nos rios de Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (1º.3), marca um novo momento de um dos principais produtos de turismo do Estado, com a campanha do trade de Corumbá pela proibição da captura e comercialização das espécies nativas e uma forte ação da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS) em promover e qualificar o segmento.

A pesca na bacia do rio Paraguai é liberada de 1º de março a 5 de novembro, à exceção dos rios onde permanentemente é proibida, sendo permitida por pescador amador a cota de captura de dez quilos e mais um exemplar de qualquer tamanho (desde que não seja inferior à medida definida para cada espécie), e ainda cinco piranhas. Em fevereiro, foi praticado o pesque-solte no rio Paraguai.

Em apoio a um dos principais atrativos turísticos, o Governo do Estado tem desenvolvido uma programação segmentada, com a participação em grandes eventos, como a Feipesca. Este ano será lançando um vídeo promocional direcionado ao público específico. “A pesca é um turismo consolidado e estamos buscando diversificar e agregar novos produtos”, explica o diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling.

Temporada promete - Para os empresários do setor em Corumbá – um dos principais destinos de pesca do País -, a temporada promete um aumento do fluxo de turistas, depois do nível elevado de satisfação dos visitantes em 2017, comprovado em pesquisas realizadas pelo próprio trade. A maioria das operadoras trabalha com pacotes fechados para os oito meses, seja em barcos-hotéis ou pesqueiros.

“O Pantanal foi eleito como o melhor destino de pesca, não só pela sua beleza natural, mas pela estrutura de barcos que dispomos, o que permite mais comodidade e tem atraído, principalmente, grupos em família”, afirma a empresária Joice Santana. “Depois de migrar para a Argentina, Paraguai e Uruguai, nossos pescadores voltaram ao Pantanal porque não tem lugar igual”, completa.

Pela cota zero - O trade de Corumbá tem desenvolvido pesquisas que apontam o desejo dos pescadores, em sua maioria, pelo não transporte do peixe fisgado nos rios pantaneiros. A cota zero passou a fazer parte de uma campanha no município e o tema está em discussão pelos empresários com o Governo do Estado. A cidade também faz movimento pela proibição da pesca do dourado por quatro anos.

“O turista não quer mais levar o peixe, apenas a emoção de fisgá-lo, e podemos ser um exemplo para o País em preservação. Estamos nos unindo ao Governo do Estado por essa causa”, diz Joice Santana.

Ambiental faz alerta - A pesca aberta na bacia pantaneira começou a zero hora desta quinta-feira, terminando, consequentemente, o período de defeso – novembro a fevereiro -, durante a Piracema, onde ocorre a reprodução da ictiofauna em todos os rios do Estado e da União. A atividade continua proibida em alguns rios e locais especiais, como distâncias definidas de cachoeiras, corredeiras e barragens de usinas.

A Polícia Militar Ambiental (PMA), que monitora e fiscaliza as bacias dos rios Paraguai e Paraná, alerta para que as pessoas que praticam a pesca cumpram as leis, ressaltando que, mesmo com a pesca liberada, várias atitudes continuam sendo crimes, como pescar com petrechos proibidos. Observar, também, o tamanho dos peixes capturados, os locais não permitidos e a pesca predatória.

O que é proibido - Em nota, a PMA informa que quem pratica algum tipo de crime durante a temporada de pesca será autuado em flagrante delito, podendo, se condenado, pegar pena de um a três anos. Na esfera administrativa, a multa varia de R$ 70,00 a R$ 100 mil, mais R$ 20,00 por quilo do pescado irregular. Ainda cabe apreensão de todo o material de pesca, petrechos, veículos, barcos e motores e suspensão da licença.

Os petrechos proibidos são: cercado, pari ou qualquer aparelho fixo, do tipo elétrico, sonoro ou luminoso; fisga, gancho ou garateia, pelo processo de lambada; arpão, flecha, covo, espinhel ou tarrafão; uso de substância tóxica ou explosiva; anzol de galho e qualquer aparelho de malha (redes, tarrafas). É permitido ao pescador profissional a tarrafa para captura de iscas, oito anzóis de galho, cinco boias fixas e 400 quilos/mês.

Rios sem pesca - Conforme a legislação, a pesca não é permitida em qualquer natureza (exceto para pesquisa científica autorizada) nos rios Salobra (municípios de Miranda), da Prata (Bonito e Jardim) e Nioaque (Nioaque e Anastácio) e no córrego Azul (Bodoquena). A pesca amadora e profissional é proibida a menos de 200m de cachoeiras, barragens, corredeiras e escadas de peixes.

O pesque-solte é permitido nos rios Negro (confluência com o córrego Lajeado, em Rio Negro, até o brejo existente no limite Oeste com a fazenda Fazendinha, em Aquidauana); rio Perdido (em toda a sua extensão, que compreende os municípios de Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho) e rio Abobral (também em toda a sua extensão).

Mais informações, acesse a Cartilha do Pescador.


 
Notícias Recentes
Mais uma cidade de MS decreta situação de emergência devido aos estragos provocados por chuva
Chuva causa alagamentos em vários pontos da cidade de Caarapó nesta segunda-feira
Placar da destruição: 150 casas, 100 árvores, duas escolas e um hospital pelo vendaval em Bandeirantes
Temporal destelha casas, derruba árvores e deixa ruas intransitáveis
Dourados, Ponta Porã e Juti enfrentam temporal com ventos de até 85 km/h
Temporal com granizo deixa rodovia no interior de SP com
   
 

2006 - 2012 © - Glória News - Todos os direitos reservados.
As notícias veiculadas nos blogs, colunas e artigos são de inteira responsabilidade dos autores.
Desenvolvido por: Ribero Design - tecnologia&internet