Untitled Document
 
 
E-mail: adautodias@msn.com
 
 
 
19 de Fevereiro de 2015 às 13h00min
Cientistas criam técnica para armazenar dados em DNA por milhares de anos

Extra
Se a intenção for preservar grandes quantidades de dados por muito tempo, a solução para o armazenamento passa longe dos Blu-rays, pen drives e discos rígidos. Está no DNA.
 
Cada grama do material é capaz de guardar 455 exabytes de informações (cada exabyte equivale a cerca de 1 bilhão de gigabytes), espaço suficiente para os dados mantidos por Google, Facebook e todas as grandes companhias de tecnologia. Além disso, o DNA é incrivelmente durável: ele já foi encontrado e extraído de ossos com 700 mil anos de idade.
 
A técnica para gravação de dados digitais em moléculas de DNA não é nova, porém, cientistas do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Zurique, acabaram de descobrir uma forma para aumentar a longevidade do material.
 
— Nós sabemos se deixarmos largado por aí, perdemos informações — disse Robert Grass, um dos líderes da pesquisa, em entrevista à “New Scientist”.
 
Em teoria, o método de gravação é simples: o “A” e o “C” são tratados como “0”, e o “G” e o “T”, como “1”. No estudo, eles armazenaram uma cópia do Pacto Federal Suíço de 1291 e do Palimpsesto de Arquimedes, em arquivos que totalizaram 83 kilobytes.
 
O desafio era tornar o material capaz de se manter por milhares de anos, como nos fósseis. Para isso, a chave era retirar toda a água, então os pesquisadores encapsularam o DNA em esferas microscópicas de vidro.
 
Para simular a passagem do tempo, o material foi guardado a temperaturas de 60, 65 e 70 graus Celsius por uma semana, e ele se manteve intacto.
 
Os resultados sugerem que as informações guardadas em DNA podem durar até 2 mil anos, se guardados em temperatura de aproximadamente 10 graus Celsius. No Silo Global de Sementes de Svalbard, no Ártico, elas seriam mantidas por mais de 2 milhões de anos, a temperatura de -18 graus Celsius.
 
A ideia dos cientistas é armazenar todos os dados do mundo para futuras gerações, mas, no momento, o custo para a geração de DNA sintético ainda é proibitivo. Os 83 kilobytes criados para o estudo custaram cerca de R$ 4 mil. Fazer o mesmo com a Wikipedia custaria bilhões. Então, diz Grass, a solução é selecionar o que deverá ser armazenado.
 
— Se você pensar sobre como olhamos para a Idade Média, sofremos muita influência pela informação que foi guardada. É muito importante que escolhamos uma documentação relativamente neutra do nosso tempo para armazenarmos — afirmou Grass.
 
( Foto: Divulgação )

 
Notícias Recentes
Com capacidade 50% maior, Fibria constroi caminhão que vale por cinco
CNH digital: veja perguntas e respostas sobre o documento
WhatsApp testa função que permite apagar envio de mensagens
WhatsApp volta com versão antiga de status, com frase junto à foto
Projetor smart roda Android, faz streaming de vídeos e navega a web e faz parede virar TV
Carteira de habilitação pode ser renovada pela internet em Campo Grande
   
 

2006 - 2012 © - Glória News - Todos os direitos reservados.
As notícias veiculadas nos blogs, colunas e artigos são de inteira responsabilidade dos autores.
Desenvolvido por: Ribero Design - tecnologia&internet