Untitled Document
 
 
E-mail: adautodias@msn.com
 
 
 
21 de Fevereiro de 2018 às 08h29min
Cheia anormal no Pantanal força retirada urgente de gado, diz sindicato
Previsão de grande enchente leva produtores a remover animais de áreas alagadas na região do Paiaguás, no Pantanal de Corumbá.
Campo Grande News

 

 
O Sindicato Rural de Corumbá –a 419 km de Campo Grande– emitiu alerta aos produtores rurais da planície pantaneira para que iniciem imediatamente a retirada do gado das áreas alagáveis para os campos mais altos, diante da previsão de uma grande enchente este ano no Pantanal, baseada nos níveis atuais do rio Paraguai e a continuidade das fortes chuvas na região.
 
“O Pantanal está cheio, não é ainda uma enchente de grandes proporções, mas vai continuar enchendo porque as águas de Cáceres [no Alto Pantanal, em Mato Grosso] ainda não chegaram”, informou à assessoria do governo estadual o presidente do sindicato, Luciano Aguilar Leite, que se reuniu esta semana com pesquisadores da Embrapa Pantanal, em Corumbá, para avaliar a situação.
 
Os pantanais do Paiaguás e da Nhecolândia, mais ao norte, já estão debaixo de água, segundo moradores da região. Bruno Viégas de Barros, da fazenda Boi Branco, relatou que a região está sendo afetada pelos repiques do rio Taquari. Uma chuva de 120 milímetros na semana passada em Coxim deve ampliar a área de inundação, com reflexos também no rio Paraguai.
 
A enchente nas áreas ao sul do Pantanal (no Nabileque e no Jacadigo) neste período do ano é um indicativo de que a cheia será mais intensa com a chegada das águas de Cáceres, entre abril e junho.
 
 

 

Região do Passo do Lontra, sob influência dos rios Aquidauana e Miranda, já registra alagamentos. (Foto: Silvio Andrade/Segov)

“O produtor deve retirar o gado agora, pois continua chovendo e o Jacadigo ainda receberá água do Tucavaca [rio da Bolívia] nesta mesma época”, observou Luciano Leite.
 
Ecoturismo – Na sub-região da Nhecolândia sob influência dos rios Aquidauana, Miranda e Abobral, onde está a Estrada Parque (MS-184), em Corumbá, os campos estão submersos, com forte vazão em direção ao rio Paraguai. A cheia, no entanto, não afetou o ecoturismo, já que o acesso na via está normal até o trevo com a MS-228.
 
“Estamos operando sem problemas na Estrada Parque, mas o ritmo das águas alterna conforme as precipitações mais localizadas nas cabeceiras dos afluentes que cortam a nossa região”, relatou o empresário João Venturini. Nesta região, o governo do Estado realiza manutenção periódica dos acessos na MS-184 e MS-228.
 
A subida das águas esta semana no Miranda e Aquidauana, no entanto, deve alterar o cenário na região e ampliar o nível de inundação no Nabileque e Jacadigo. “O que diferencia a cheia deste ano das demais, e nos preocupa, é que as águas de Cáceres vão chegar com o Pantanal já cheio”, explicou o presidente do Sindicato Rural corumbaense.
 
Na previsão da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), do Ministério das Minas Energia, o rio Paraguai atingirá o nível de alerta de uma cheia pequena na régua de Ladário, ou seja, quatro metros, na primeira semana de março. Para a Embrapa Pantanal, é considerada uma cheia normal a cota de até 5,5 metros, e uma grande enchente, acima deste nível.

 
Notícias Recentes
Porto de Ladário inicia exportação de soja para a Argentina
Bandeira tarifária continua verde em abril sem cobrança extra nas contas de luz
Projeto de lei polêmico eleva receita das lotéricas
Preço da gasolina nas bombas recua pela 3ª semana seguida, diz ANP
Habilitação para receber perdas de planos econômicos começa em maio
Mais de 7,8 mil benefícios por auxílio-doença serão revisados em MS
   
 

2006 - 2012 © - Glória News - Todos os direitos reservados.
As notícias veiculadas nos blogs, colunas e artigos são de inteira responsabilidade dos autores.
Desenvolvido por: Ribero Design - tecnologia&internet